Quina apresenta sua primeira exposição

Artista Ronaldo Nakamura apresenta suas peças a partir do próximo fim de semana

A trajetória do artista mineiro Ronaldo Nakamura não é nada comum. A paixão pelas artes plásticas surgiu relativamente tarde, depois de muitos anos dedicados exclusivamente ao mundo jurídico. Hoje, se divide entre as duas bem sucedidas carreiras.

Desde 2016, ele cria peças com forte influência mineira a partir do uso do ferro, aço e madeira. O observador mais atendo também percebe uma estética que conversa com o Japão. “Fui criado com os princípios, valores e tradições das culturas mineiras e japonesas” conta Ronaldo, que nasceu em Belo Horizonte, de família imigrante.

A partir do próximo sábado (07/08), oito de suas peças estarão expostas no restaurante Quina por tempo indeterminado. É que todas estarão à venda e ficarão por lá até ganharem novos donos.

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Abaixo, um pouco mais do que o público poderá ver.

 

ABUKU

Inspirada nas frentes de onda, que são as oscilações formadas pela propagação das ondas mecânicas ao jogarmos uma pedra no rio, a Abuku simboliza a potência da natureza, a mudança e a renovação.

 

TAMAGÔ II

Esta peça foi inspirada nas simbologias do “ovo cósmico” para diversas civilizações (tais como babilônios, sumérios, assírios, egípcios, gregos e hindus) e do “ovo filosófico” para os alquimistas, segundo as quais o ovo seria um núcleo vital e energético que teria dado origem ao cosmos, sendo identificado como a própria origem do mundo.

A Tamagô simboliza, portanto, a energia vital e a renovação periódica da natureza.

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ZOU

Inspirada nos gigantescos mamutes expostos no Museu de História Natural de Nova York, a Zou segue a simbologia xamânica, representando a longevidade, a inteligência e a memória ancestral.

 

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Serviço

Onde: Quina – Cozinha de Expressão e Coquetelaria. Avenida Prudente de Morais, 15 – Santo Antônio

Quando: a partir de 07/08 por tempo indeterminado

horario de visitação: quarta a sabado 18h30/ 23h, sábado e domingo 12h/ 17h

Gratuito

 

Sobre o Quina

O Quina é sobre esquinas e encontros, é sobre Beagá. Um espaço que extrapola as fronteiras da gastronomia e proporciona ao cliente uma imersão em sensações diversas. Começando com a escada que leva ao primeiro salão – o Quina ocupa um prédio de três andares no encontro da Contorno com Prudente de Morais – embrulhada em imagens do Centro com direito a sonorização feita in loco. A obra é uma colagem de fotos dos artistas Hermano Lamas, Lígia Vilhena e Ana Claudia Campos.

A cidade está em todos os detalhes desse projeto idealizado por Francis Dias, Luis Antônio e Ricardo Guedes. Da arquitetura ao que vai a mesa, traços e valores afetivos próprios da cultura local podem ser observados. “Nossa ideia é a exposição e valorização da nossa cultura sob um olhar cosmopolita” explica Francis, que junto com os outros sócios comandou o Meet Me, em Lourdes. “Aqui celebramos os insumos e produtores locais, revisitamos clássicos e celebramos a parceria”, completa.

Estão juntos ao Quina ótimos nomes da cidade. Oop Café, Yvy Destilaria, Mixing Bar, Estudio Veste, Jambruna, Massalas (projeto de resíduo orgânico)… até o icônico Sebo do Odilon, que é destaque logo na entrada da casa. Também expõe por lá o artista Bandeira que vende suas obras na Feira Hippie há mais de 30 anos.

Quem assina o cardápio é o chef Uamiri Menezes, que tem passagens principais casas da capital e até mesmo pelo DOM, de Alex Atala. Da cozinha saem pratos como o Croquete de tropeiro (croquete de feijão tropeiro empanado na farinha de torresmo sob vinagrete de couve e ovo de codorna confitado – R$38,00, 6un) e Tartar de Carne de Sol (tartar de carne de sol de Montes Claros, sob telha de sagu e bernaise de manteiga de garrafa – R$44,00, 8un) para começar. Entre os principais Barriga Prensada (barriga suína marinada na cerveja e assada por 9h, arroz bahia feito no caldo de fundo de panela, picles de legumes da estação e bernaise cítrica de chimarrão – R$65,00) e Peixe do Rio (peixe do rio, creme aveludado de alho e cebola, farofa de quinoa com legumes e laranja, molho de limão capeta e pimenta rosa – R$68,00). Para encerrar, Quarenta com Couscous (pudim de milho tradicional do norte de Minas com couscous de laranja e castanhas, toffe de coco e gelato vegano – R$26,00) e Broa de fubá (com espuma de queijo, chantilly e especiarias – R$22,00). Há opções veganas e vegetarianas.

A carta de drinks de autor é assinada pelo premiado Alan Rogerio e conta com o Clube da Esquina (vodca, licor caribenho tia maria, cold brew de café, bitter artesanal de chocolate com café e espuma de doce de leite com chá mate – R$18,00), Balança Mas Não Cai (cachaça, xarope de tamarindo, vermouth rosso, bitter artesanal de chapéu de couro e soda artesanal de morango – R$28,00) e Calma Nervo (cachaça jambruna, licor de pequi, suco de limão capeta e club soda – R$28,00). Há ainda um cardápio de Gin Tônicas e também de clássicos da coquetelaria. Vale também destacar a carta de vinhos composta apenas por rótulos brasileiros, feita pela sommelière Ana Borges.

O projeto arquitetônico leva assinatura de Cristiano Sá Motta e traz elementos da cidade com montagem moderna e urbana. O espaço conta com acessibilidade por elevador e salões amplos com áreas interna e externa.

O Quina veio para reviver memórias através do paladar ao mesmo tempo em que conta novas histórias.

Veio para mostrar que o especial pode e deve ser descomplicado e que o local pode ser global.

 

 

Serviço

Quina – Cozinha de Expressão e Coquetelaria

Avenida Prudente de Morais, 15 – Santo Antônio

Por Redacao

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