Quanto vale a sua imagem profissional?

*David Braga

No mundo tão digitalizado em que vivemos, basta navegar no Instagram, por exemplo, para ver que algumas pessoas cobram apenas para endossar um produto ou serviço, devido à credibilidade que alcançaram. A depender de quem é, o resultado pode ser fantástico, pelo simples fato de ela chancelar a marca com o seu nome. São os famosos digital influencers. No ambiente corporativo, isso não é diferente, mas não são todos os profissionais que atuam estrategicamente em relação a esse aspecto, infelizmente. Esquecem-se de que a imagem percebida pelos outros está totalmente conectada à credibilidade e até mesmo à respeitabilidade. Sendo assim, o tema exige atenção e pode garantir – ou não – destaque na carreira.

Nesse sentido, vem à mente a famosa frase: “Não adianta ser; tem que parecer”. Ela nunca esteve tão atual, tanto dentro das organizações quanto no âmbito pessoal, porque tem muita relevância no dia a dia. Afinal, quem não gosta de ser atendido por alguém bem vestido, com cabelo bem cortado ou que esteja usando uma boa maquiagem? Evidentemente, essas são apenas questões exteriores. É ainda muito importante que o conteúdo – ou seja, a essência – esteja bem “calibrado”, uma vez que as pessoas “transbordam” aquilo que têm dentro de si. Você recomendaria alguém mal-humorado, grosseiro ou que sempre está irritado para alguma vaga? Por outro lado, empatia, leveza, cordialidade e postura são fundamentais para criar conexões e relações.

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A cada interação, o indivíduo sempre deixa marcas nos demais. Por isso, é de grande importância ter essa atenção à imagem que está sendo construída entre amigos, familiares e colegas de trabalho. O modo como as outras pessoas nos percebem é, sim, muito valorizado e pode até garantir novas posições no mercado de trabalho. Ou, ao contrário, se tornar um obstáculo para o crescimento. Aqui, vale destacar que a questão do referenciamento está cada vez mais presente no dia a dia das empresas.

Portanto, seja nas mídias sociais, seja fora delas, no “mundo real”, a preocupação com a imagem é indispensável, especialmente para quem quer ter sempre destaque na carreira. O profissional também deve se vestir com foco no cargo ao qual deseja chegar e, não, naquele que já trabalha. Com essa visão de futuro, ele começa a se posicionar, desde já, diante de seus líderes. Nesse contexto, porém, é preciso cuidado com os exageros ou com a informalidade em demasia, quando o ambiente pedir mais sofisticação.

Assim, um fator essencial é saber dosar. Inclusive em momentos de home office, a escolha da roupa e a forma como o profissional se prepara esteticamente carregam muitas informações a respeito dele e sobre quanto se interessa em preservar a imagem. Além disso, o cuidado deve ser o mesmo com os posicionamentos no ambiente digital. Isso significa evitar entrar em assuntos polêmicos e se expor desnecessariamente. Há pessoas que têm perdido o bom senso, criando discussões polarizadas e, consequentemente, deixando uma má impressão para quem lê seus textos.

Por fim, é primordial entender que, ao ingressar em uma empresa, o profissional passa a representar uma marca. Então, precisa analisar se ela se conecta aos seus valores e seus propósitos. Caso não haja aderência, será muito difícil ser autêntico e feliz no ambiente de trabalho. Da mesma forma, a corporação requer um colaborador que transmita boa reputação e credibilidade no mercado, evidenciando as convicções da organização. Sempre bom refletir sobre isso!

  • David Braga é CEO, board advisor e headhunter da Prime Talent. É também professor convidado da Fundação Dom Cabral (FDC) e autor do livro “Contratado ou Demitido – só depende de você”. Ele atua, ainda, como embaixador da ONG ChildFund e é Conselheiro de RH da ACMinas.

 

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