Peça “Clarice Lispector e eu – o mundo não é chato” desembarca em BH

Foto: Divulgação

Dezoito anos depois de ser revelada por seu trabalho na peça “Que Mistérios Tem Clarice”, pelo qual, aos 23 anos e recém-formada na escola de teatro, foi indicada ao Prêmio Shell, Rita Elmôr mergulha novamente no universo de Clarice Lispector (1920-1977).


O reencontro se dá na peça “Clarice Lispector e eu – o mundo não é chato”, em que Rita reúne trinta e seis recortes de textos da escritora a textos seus, num roteiro aprovado pela família de Clarice.

Nesta peça, Rita Elmôr, que também assina a dramaturgia, dialoga com a faceta mais solar de Clarice. Selecionou textos em que a escritora se relaciona com o mundo ao seu redor e com o outro, deixando transparecer, com fino humor, sua timidez e seu “desencaixe” nas relações – uma Clarice Lispector menos introspectiva e mais voltada para o mundo.

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“Os textos (selecionados) afirmam a vida e nos ajudam a pensar em maneiras mais inteligentes, criativas e harmônicas de se viver. O olhar político de Clarice, que está muito afinado com acontecimentos sociais contemporâneos, também aparece com muita força.”, explica a atriz.

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Clarice Lispector, já considerada uma das grandes escritoras mundiais, teve sua obra traduzida para vários países, e uma coletânea de seus contos entrou na lista dos 100 melhores livros de 2015 feita pelo jornal americano “The New York Times”.

Na peça, atriz (Rita Elmôr) e escritora (Clarice Lispector) se misturam ao contar as suas histórias. Por vezes a história de uma serve à história da outra – no decorrer da ação, nem sempre sabemos quem está falando. Com leveza e humor, e como numa conversa entre amigos, a peça convida o público a refletir sobre diversas situações do cotidiano.

Sobre Clarice

CLARICE LISPECTOR 

Clarice Lispector nasceu em Tchetchelnik, Ucrânia, no dia 10 de dezembro de 1920. Chegou ao Brasil em março de 1922, passou a infância na cidade do Recife e em 1937 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se formou em Direito.

Estreou na literatura ainda muito jovem, com o romance “Perto do Coração Selvagem” (1943), que teve calorosa acolhida da crítica e recebeu o Prêmio Graça Aranha. Em 1944, recém-casada com o diplomata Maury Gurgel Valente, viajou para Nápoles, onde serviu num hospital durante os últimos meses da Segunda Guerra. O casal também morou na Inglaterra, Estados Unidos e Suíça. Teve dois filhos, Pedro e Paulo, este último afilhado do escritor Érico Veríssimo. Depois de uma longa estada na Suíça e Estados Unidos, já separada, em 1959, voltou a morar no Rio de Janeiro.

Clarice Lispector começou a colaborar na imprensa em 1942 e, ao longo de toda a vida, nunca se desvinculou totalmente do jornalismo. Trabalhou na Agência Nacional e nos jornais A Noite e Diário da Noite. Foi colunista do Correio da Manhã e realizou diversas entrevistas para a revista Manchete. A autora foi cronista do Jornal do Brasil. Produzidos entre 1967 e 1973, esses textos estão reunidos no volume “A Descoberta do Mundo”.

Entre suas obras mais importantes estão a reunião de contos em “A Legião Estrangeira” (1964), “Laços de Família” (1972), os romances “A Paixão Segundo G.H.” (1964) e “A Hora da Estrela” (1977).

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Clarice Lispector faleceu no Rio de Janeiro no dia 9 de dezembro de 1977.

 

A peça desembarca em Belo Horizonte no próximo dia 18 de agosto no Centro Cultural Minas Tênis Clube. Os ingressos já estão à venda pelo site Eventim e custam R$ 60 reais.

Informações

Clarice Lispector e eu – o mundo não é chato

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Dia 18 de agosto
Local: Centro Cultural Minas Tenis Clube
21:00
Vendas: www.eventim.com.br
Inf: 3516.1360
R$60,00 antecipado R$80,00 no dia

 

Written by Iolanda Pedrosa

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