Grupo Lafaete aposta em construção modular e firma contratos para entregar imóveis em estrutura pré-fabricada

Técnica utilizada permite construção de residências ou estabelecimentos comerciais de médio e alto padrões; montagem da estrutura em aço galvanizado pode levar apenas três dias para ser concluída

Muitas pessoas já devem ter visto, em alguma cena de filme norte-americano, aquelas casas sendo transportadas de um lugar para o outro. O que muitos podem ainda não saber é que essa possibilidade também existe no Brasil, por meio da construção modular. A metodologia é uma das apostas, neste ano, do Grupo Lafaete, empresa especializada em soluções construtivas. Para atender à demanda crescente desse mercado, a empresa passou a comercializar residências e estabelecimentos comerciais, de médio e alto padrões, pré-fabricados em aço galvanizado. Por meio da técnica construtiva —que tem entre suas vantagens economia, redução de resíduos, versatilidade e agilidade—, é possível realizar a montagem da estrutura em apenas três dias.

Conforme explica a gerente de Desenvolvimento Imobiliário do Grupo Lafaete, Flávia Venturini, a estrutura já sai pronta da fábrica e é montada pela equipe no próprio local da edificação. Entre os principais benefícios da estrutura pré-fabricada estão velocidade de execução da obra, redução de desperdício de materiais e precisão dimensional. “Também chamado de construção off-site, por ser feita fora do canteiro de obras de forma modular, o sistema é bem parecido a uma indústria automotiva, por exemplo, contando com linhas de produção. Além das inúmeras vantagens em relação a rapidez e versatilidade, todo o processo é realizado em um ambiente controlado: os colaboradores não precisam ficar expostos ao sol e chuva ou outras intempéries, como nos canteiros de obra, possibilitando uma melhor condição de trabalho”, destaca.

Com essa linha de construção industrializada, a Lafaete firmou contratos que preveem entregar imóveis em estruturas pré-fabricadas. Um deles é o empreendimento de alto padrão Alma Maraú, um condomínio fechado localizado na Península de Maraú, na Bahia. “O empreendimento é semelhante ao modelo de resort, pois conta com 50 casas em um formato parecido ao de bangalôs. Além da previsão de entrega em curto prazo, o que não seria possível no caso da obra em alvenaria, a construção modular também permite que sejam aplicados materiais com alto nível de acabamento. Pretendemos replicar esse modelo em várias outras regiões turísticas do país”, afirma Flávia.

Outro empreendimento que será instalado pela Lafaete ainda neste ano é o MiniHouse, em Lagoa Santa (MG). O projeto oferece uma concepção diferente de moradia, uma vez que será destinado para locação on demand (sob demanda), com possibilidades de curta, média ou longa permanência. “A relação das pessoas com os bens de consumo tem mudando significativamente. Por isso, oferecer uma moradia compacta, que possa ser locada de acordo com a demanda dos clientes que buscam uma opção de moradia mais prática e dinâmica, traz uma maior agilidade nesses processos”, declara a gerente de Desenvolvimento Imobiliário do Grupo Lafaete. Para o empreendedor, Flávia também destaca algumas vantagens, como a possibilidade de deslocar o empreendimento para outro espaço, de acordo com a procura por imóveis em determinado local. “Assim, eles podem atender esse público flutuante, com uma maior versatilidade nos negócios.”

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Segundo Flávia, a pandemia de Covid-19 também acelerou esse processo de inovação no segmento de engenharia. “O setor está sedento por soluções tecnológicas para agilizar os processos construtivos. Vários players dessa indústria já têm buscado a construção modular”, revela. A Lafaete também tem firmado parcerias com empresas que utilizam o sistema de “construção a seco”, como a Saint-Gobain e a Gerdau. “O ano de 2020 foi importante para que pudéssemos nos fortalecer no segmento de construção modular. Estamos preparados para atender a essa demanda e, sem dúvida, com a expertise de 50 anos da Lafaete em entregar projetos em todo o país, alcançaremos bons resultados. Por isso, nossas expectativas são muito positivas para este ano”, acrescenta Flávia Venturini.

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