Futebol em luto; o país da negligenciação.

Por:Paulo Soares

Uma tragédia sempre deixa perguntas no ar e questionamentos que anteriormente não eram feitos. É o caso do ocorrido no Ninho do Urubu na sexta-feira pela madrugada. Dez pessoas se tornaram vítimas fatais de um incêndio dentro do alojamento do clube que segundo informações preliminares se iniciou em um ar condicionado do local.

O jovem que sonha em se tornar profissional do futebol, passa por diversas dificuldades e desafios nesta sua caminhada. Alguns poucos conseguem realizar seu sonho e se tornar jogador de algum time grande; outros realizam o sonho sem muito glamour em times medianos ou pequenos e a maioria somente vislumbra  esse sonho.

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O que aconteceu no Rio de Janeiro foi uma fatalidade? O CT não possuía alvará de funcionamento, não tinha licenciamento de edificações, o Corpo de Bombeiros não atestou o certificado contra incêndios. Negligências que custaram a vida de 10 pessoas. Nesse caso até os órgãos fiscalizadores como prefeitura e Ministério Público fizeram suas partes. A prefeitura fluminense e o Ministério notificaram o Flamengo pelas condições precárias da Base, entretanto nada foi feito.

O que assusta é pensar que o Rubro negro carioca é um dos clubes mais ricos do país, com uma capacidade de investimento tanto em contratações quanto em estrutura pesadíssima. Agora imaginem vocês, as condições das categorias de base dos times ditos pequenos no Brasil. A tragédia aconteceu no Rio de Janeiro, mas quantos outros meninos correm o mesmo ou um risco maior nas estranhas do esporte brasileiro. Manter a base é uma aventura pros pequenos e essa aventura é algo realmente inimaginável: atletas dormindo embaixo de arquibancadas, sem nenhum apoio para continuar o estudo, morando em condições precárias e sem ter o mínimo de dignidade. Tudo em nome do Futebol.

Por fim, o desejamos força as famílias das vítimas e que “fatalidades” como esse possam ser evitadas ou coibidas com mais veemência por todo território nacional.

 

 

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