Fusões e aquisições voltam a crescer em Minas Gerais e aumento é de 5% de janeiro a setembro deste ano

Relatório da PwC Brasil mostra que número de transações no país também está em ritmo acelerado

O volume de fusões e aquisições em Minas Gerais voltou a subir, acompanhando o mercado nacional, que registrou crescimento de 12% de janeiro a setembro se comparado ao mesmo período do ano passado. Nos nove primeiros meses do ano, foram anunciadas 41 transações no estado, número 5% superior ao mesmo período de 2019, quando foram registrados 39 negócios. No período, o estado representou 6% do total de negócios anunciados no país, que chegou a 687 transações. Os dados constam de relatório divulgado nesta semana pela PwC Brasil.

A participação de investidores estrangeiros em Minas Gerais representou 29% das operações, enquanto os nacionais foram responsáveis por 71% das transações efetivadas. O relatório destaca as operações envolvendo empresas mineiras em setembro, como o anúncio da aquisição do grupo mineiro Promed —composto por hospitais, clínicas de atendimento primário e operadoras de saúde— pela Hapvida, com valor de R$ 1,5 bilhão. Outra transação de destaque no estado foi a compra minoritária de cinco galpões logísticos da Log Commercial Properties, em Minas Gerais, São Paulo, Goiânia, Rio de Janeiro e Espírito Santo, pelo LogCP Inter, fundo imobiliário do Banco Inter, com valor anunciado de R$ 146 milhões.

Em Minas Gerais, o setor de TI segue na liderança dos negócios anunciados, com 33% do total transacionado. Na sequência, aparecem os setores de serviços de saúde, com 26%, e o químico, com 22%.

Ritmo de fusões e aquisições no país segue acelerado
No Brasil, em setembro, foram anunciadas 92 transações, volume 10% superior ao mesmo mês de 2019 (84 transações) e recorde da série histórica. “O mês apresentou um número expressivo de transações, demonstrando uma tendência de recuperação do mercado de M&A, que foi muito afetado pelos efeitos da Covid-19 e das medidas de contenção da pandemia no Brasil”, afirma Leonardo Dell’Oso, sócio da PwC Brasil.

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Já no período de janeiro a setembro de 2020, foram anunciadas 687 transações, um volume 34% superior à média dos últimos cinco anos (511 transações), além de aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior (614 transações). Nos nove primeiros meses do ano, a participação de investidores nacionais foi a grande maioria, correspondendo a 74% das aquisições e compras minoritárias, uma máxima histórica para o período. No acumulado até setembro de 2020, houve um crescimento de 26% do interesse de investidores nacionais (com 494 transações), na comparação com o mesmo período do ano de 2019, quando concretizaram 393 transações.

O setor de TI se manteve na liderança, com 256 transações no período acumulado até setembro, representando 42% do total. O resultado representa um crescimento de 44% em relação ao mesmo período de 2019, quando foram realizadas 178 transações. Na segunda posição dos negócios registrados está o setor de serviços auxiliares, que teve redução de 7% em relação ao ano passado, com 54 transações, e corresponde a 7% do total transacionado. Destaque, ainda, para o volume de transações no setor de serviços de saúde, que registrou aumento de 31% em relação ao mesmo período de 2019, registrando 42 negócios neste ano contra 32 no ano passado.

“A pandemia teve efeito no aumento dos negócios e impactou, no início da crise, de forma negativa, mas logo depois veio uma recuperação acelerada. Isso porque as empresas mais afetadas, que tiveram grandes perdas de receitas e de caixa, precisaram fazer algum movimento estratégico para sobreviver e sair da crise. Muitos viram as fusões e aquisições como uma oportunidade de negócios”, acrescenta Dell’Oso.

Written by Helio Paulo

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