Cuidado paliativo em casa aproxima paciente, família e equipe

Tratamento domiciliar permite mais autonomia a pessoas com doenças progressivas e incuráveis, além de reduzir risco de infecções

O setor de atenção domiciliar, conhecido como home care, demonstrou ser fundamental para a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro durante a pandemia de Covid-19. Essa modalidade, no entanto, já era muito utilizada na assistência paliativa. Ainda cercada de tabus, essa área da saúde dedica-se a cuidar da qualidade de vida de pessoas com doenças crônicas incuráveis e progressivas, com foco em aliviar os efeitos negativos incontornáveis da doença, como dores e abalos emocionais. Nessa abordagem, o cuidado em domicílio proporciona uma atenção mais próxima, individualizada e menos tecnicista, se comparada à oferecida em ambiente hospitalar, aproximando equipe, paciente e familiares.

Do ponto de vista técnico, as ações desenvolvidas no atendimento domiciliar pouco diferem do que seria realizado no hospital. Segundo Lívia Nishimura, enfermeira pós-graduada em saúde pública e gestora do Contigo —programa gratuito de cuidados paliativos do Grupo Keralty— a principal diferença está na autonomia do paciente. “No cuidado domiciliar, o paciente é mais independente, consegue manter uma vida normal, na medida do possível. Além disso, pode desfrutar do convívio familiar e evitar procedimentos desnecessários, que não alterariam o curso da doença e seu prognóstico”, afirma.

O cuidado em domicílio também representa uma diminuição do risco de infecções. “Só de se evitar manter um paciente num ambiente hospitalar, já existe a redução do risco de infecção”, avalia Nishimura. Mesmo em casa, o contato mais próximo do profissional de saúde com o paciente e seus familiares é fundamental. Além dos médicos e enfermeiros paliativistas, participam dessa rede integrada de cuidados os fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos e conselheiro espiritual. No programa Contigo, a rotina é baseada em visitas domiciliares dos profissionais ao longo do mês, além de discussões semanais dos casos em reuniões de equipe e atendimentos via teleconsulta e/ou telemonitoramento sempre que necessário.

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Izabel Cristina acompanhou sua esposa, Maria Célia de Souza, no falecimento em domicílio, aos 56 anos. Ela diz que a assistência por meio do Contigo permitiu que, além da esposa, todos da família se sentissem serenos nos momentos mais debilitantes. A paciente foi admitida no programa da Keralty em agosto do ano passado, depois de ser diagnosticada com doença oncológica metastática avançada. “Ficará eternamente o nosso agradecimento pelos serviços prestados com excelência e pela alta empatia com nossa família”, relata Izabel. Ao longo de todo o período de acompanhamento, a paciente não foi internada em nenhuma ocasião, tendo todas suas demandas atendidas em domicílio.

Os cuidados paliativos em ambiente domiciliar proporcionam ao paciente uma sobrevida sem sofrimento e com melhor qualidade de vida na própria residência. “É uma forma de proporcionar mais autonomia e privacidade ao paciente, com a mesma atenção especializada que ele receberia no hospital, oferecendo suporte e orientações também aos familiares e cuidadores”, ressalta Lívia. 

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