Concurso para professores em MG é alvo de reclamações

Foto: Marta Oliveira/Divulgação

No último domingo (08) aconteceu em Minas Gerais a aplicação das provas para professores e especialistas em educação básica. Mais de 170 mil candidatos disputaram as 16 mil vagas. Entretanto, alguns candidatos,  reclamaram da plicação dos exames. Há relatos de vazamento do cardern o de questões e atraso na aplicação do exame.

A Fumarc, banca responsável pelo certame, apura as insformações e até o momento não consta nenhum beneficário dos susportos vazamentos. Segundo o Edital publicado, era proibido uso de celulares e aparelhos eletrônicos nos locais de provas.O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) acompanhou as denuncias e soltou uma nota sobre o assunto. Confira:

Nota sobre o concurso da educação

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A realização do concurso público para cargos da educação foi uma importante conquista da categoria que realizou, em 2017, uma greve nacional. Ao final do movimento, um dos compromissos do governo foi a realização deste concurso.

Embora o edital não tenha contemplado todos os cargos e carreiras, quase 17 mil vagas foram disponibilizadas para o concurso, constituindo uma importante conquista para os cargos de Professor e Especialista da Educação Básica. O cronograma do concurso foi feito dentro do limite do calendário eleitoral para sua homologação ainda no primeiro semestre de 2018.

Ao acompanharmos as notícias sobre aplicação de provas, neste domingo, além dos atrasos nos deparamos, em algumas regiões do estado, com práticas que sugerem um movimento organizado para desmoralizar o concurso. Pessoas fizeram filmagens dentro das salas de prova, fotografias de gabaritos, pacotes de provas, listas de presença e questões de provas, utilização de celulares dentro das salas para posterior divulgação. Na sequência, começou a circular uma orientação de um grupo que assina “SISDEMG” pedindo que as pessoas enviassem os relatos. Este grupo é contra concurso público e há muito tempo defende efetivação sem concurso e contrato de 5 (cinco) anos também sem concurso público.

Identificamos que, em outros locais, a realização das provas transcorreu sem nenhum problema.

A empresa contratada para a realização de concursos tem vasta experiência nesta área. Não é o primeiro concurso que realiza. O que nos causou ainda mais espanto diante dos relatos que recebemos ao longo do dia. Várias imagens divulgadas sugerem que foram feitas e divulgadas por pessoas que trabalharam na aplicação das provas, a serviço da empresa responsável pelo concurso. A permissão de utilização de telefones celulares e outras práticas dentro das salas e nas dependências dos locais sugerem que não houve a correta fiscalização por quem tinha o dever de fiscalizar.

O atraso do início da prova em uma cidade força o atraso de todas, o que sugere que pode ter sido provocado.  As fotos tiradas em algumas cidades (ou uma) se espalharam como se fossem em toda Minas Gerais, criando a ideia de que isso aconteceu em todo o Estado. O padrão das fotos que estão se espalhando deixa o registro de que são todas iguais.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) solicitará que o Governo do Estado preste explicações e investigue as práticas relatadas acima e que os responsáveis sejam responsabilizados pelos atos criminosos e que as pessoas que fizeram inscrição para o concurso não fiquem prejudicadas. O Sindicato reitera que as práticas identificadas sugerem a existência um movimento organizado contra o concurso.

Por Redacao

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