Cia Baobá Minas apresenta o XI Prêmio Zumbi de Cultura 2020

Novembro é marcado pelo Dia da Consciência Negra. Um dos eventos relacionados à data, em BH, é o Prêmio Zumbi da Cultura – Cia Baobá Minas, que celebra 11 anos de existência, será realizado no dia 27/11 às 19h no Teatro Sesiminas, homenageando os premiados 2020 e recebendo shows: Fabinho do Terreiro, Cia. Baobá Minas e Negras Autoras.

A premiação é distribuída em 14 categorias: teatro, atuação política, dança, personalidade negra, manifestação cultural, música, menção honrosa, literatura, religiosidade e protagonismo juvenil. Foram criadas para a comunidade: resistência LGBTQ+, representatividade mirim e artes visuais. As duas categorias surpresas a serem anunciadas para comunidade no dia da premiação 27/11 às 19h no Teatro Sesiminas, são as categorias: destaque Homem negro e Mulher negra.

No XI Prêmio Zumbi de Cultura a programação está composta por: rodas de conversas sobre temáticas que envolvem a posição do negro na sociedade brasileira, passando por história, educação, racismo, ações afirmativas e cultura; Apresentações de grupos culturais que representam a arte negra; homenagem e premiação as pessoas que contribuem para a preservação da cultura afro-brasileira em Belo Horizonte e Minas Gerais.

O projeto é idealizado por Júnia Bertolino, da Cia Baobá Minas, e o prêmio é confeccionado pelo artista plástico Jorge dos Anjos. Realizado desde 2010, através de parcerias com grupos culturais da cidade, com o apoio do Teatro SESIMINAS e MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal. Renca Produções, Embaixada da França no Brasil e Incentivo do Fundo do edital FEC 04/2019 – Nossa Cultura.

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Sobre a Companhia Baobá Minas

Criada em 1999, por Júnia Bertolino, a Companhia busca abordar o cotidiano do negro, a cultura, ritmos, poesia e dança afro-brasileira no intuito de trazer para o público uma imagem do negro em toda sua beleza e altivez.

Além disto, objetiva mostrar a cultura popular das diversas comunidades do território nacional ressaltando valores e temáticas importantes nesta cultura como a oralidade, memória, ancestralidade e identidade, sobretudo o notório saber dos mestres populares e a valorização da cultura de matriz africana.

A Cia Baobá Minas nos apresenta o seu espetáculo, intitulado “Mulheres de Baobá”, que nos traz declamações performáticas de poemas brasileiros e textos de ´poetisas, escritoras e performers focadas em retratar a narrativa africana e afro-brasileira.

A Companhia Baobá Minas já nos presenteou com várias outras performances, visto que já atua há 20 anos na cena artística nacional. Suas performances iniciais foram “Fertilidade” e “Canto de Amani”.

Outras que valem a pena ser relembradas são o espetáculo “Quebrando o silêncio” e o “Ancestralidade: Herança do Corpo”. A Companhia Baobá Minas também realiza diversas ações na cidade, em Centros Culturais, escolas públicas e fóruns.

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Já participou em encontros como a COPENE – Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negro(as), Fórum Social Mundial, FAN – Festival de Arte Negra de BH, FIT – Festival Internacional de Teatro, Encontro de Cultura e Raiz, Fórum Social Mineiro, Encontro de Mulheres Negras, Conferência de Cultura, Fórum Nacional de Performance Negra, entre vários outros eventos.

Em 2015, a Cia Baobá Minas viajou até a cidade de Berlim, na Alemanha, levando sua performance ao Fórum Brasil-Alemanha. Esta viagem foi possível devido ao programa Circula Minas da Secretaria de Estado de Cultura-SEC. Nesta mesma viagem, a idealizadora da Companhia, Júnia Bertolino, também ministrou a oficina “Corporeidades Negras Afro Brasileiras”.

Júnia também esteve apresentando com a Companhia Bataka na Itália, em Roma, no Festival Internazionale del Folklore em 2004. Em 2010 e 2011 participou do III Festival Mundial de Artes e Culturas Negras em Dacar, no Senegal, e também esteve em Cabo Verde e Guiné Bissau, desta vez como pesquisadora.

Celebremos os 20 anos de atuação da Cia Baobá Minas!

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CONFIRA A LISTA DOS HOMENAGEADOS 2020

Teatro: EFIGÊNIA MARIA , Dança: RAMON PAIXÃO , Protagonismo Juvenil: RAFAEL VICENTE, Menção Honrosa: MARIA ANTÔNIA EVARISTO , Música: JORGE DISSONÂNCIA, Literatura: SOLANGE OLIVEIRA SANTOS, Educação: REGIS TATÁ KITANJI, Atuação Política: NILA RODRIGUES, Personalidade Negra: MARCOS REIS, Destaque Mulher Negra: HERCÍLIA HERCULANO, Religiosidade: PADRE MAURO LUIZ DA SILVA , Manifestação Cultural: OFICINA DA CAPOEIRA INTERNACIONAL – MESTRE RAY, Artes Visuais: ANTÔNIO SERGIO MOREIRA, Representatividade Mirim: PROJETO ENCANTAR , Destaque Homem Negro: DJONGA, Resistência LGBTQIA+: PLATAFORMA QUEERLOMBOS.

Comissão da premiação 2020: Evandro Passos (Cia Bataka), Emília Cruz, Edson Babu (Babu Canta), Jahi Amani, Madu Santos (Associação Cultural Odum Orixás), Júnia Bertolino (Cia Baobá Minas), Dora Cabeleireiros (Projeto Meninas da Dora) e Mestre Primo (Iúna Grupo de Capoeira Angola)

Por Redacao

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