Casa Fiat de Cultura reabre ao público obras de Aleijadinho

Com visitas presenciais agendadas, visitantes poderão contemplar ao vivo o trabalho dos restauradores e acompanhar todo o processo

O patrimônio cultural denota o valor das formas de manifestação de nossa memória e evidencia a importância do conhecimento das raízes de nossa identidade. Prova disso são as expressões artísticas pregressas: ao se transformarem em um legado, nos moldam até os dias atuais e, mais do que isso, trazem perspectivas e referências para o futuro. Para celebrar seus 15 anos e a reabertura ao público, “Aleijadinho, arte revelada: o legado de um restauro” é um presente da Casa Fiat de Cultura a Minas Gerais e ao Brasil. O grande destaque desta iniciativa inédita está no cuidadoso restauro de três obras de Aleijadinho (1738-1814), guardadas sob as montanhas de Minas Gerais: as imagens de Sant’Ana Mestra, de São Joaquim e de São Manuel. Em uma experiência viva e única, será possível conhecer os bastidores do ateliê e vislumbrar detalhes das etapas do restauro. A partir do dia 3 de novembro, o público poderá agendar, pela Sympla, visitas mediadas pelo Programa Educativo ao ateliê-vitrine instalado no hall da Casa Fiat de Cultura. Além disso, pelas redes sociais, será possível acompanhar uma websérie que vai apresentar o making of de todo o processo e aspectos da vida e da obra de Aleijadinho. No dia 2 de dezembro, será inaugurada a mostra que revela as obras de São Joaquim e São Manuel já restauradas, enquanto Sant’Ana continua em processo de restauro, ao vivo, para apreciação do público.

Segundo o presidente da Casa Fiat de Cultura, Fernão Silveira, desde sua fundação, em 2006, a instituição desenvolve ações voltadas à valorização do patrimônio. “Restaurar obras do século XVIII revela, além de suas características e peculiaridades, a importância do seu gênio criador, o mestre Aleijadinho. Restaurar é respeitar o passado e, ao mesmo tempo, reconstruir a esperança no futuro. Ao oferecermos a oportunidade de o público acompanhar um restauro ao vivo, estamos, uma vez mais, a cumprir nosso papel de valorizar a cultura e os múltiplos saberes, formando públicos aptos a vivenciar as muitas dimensões da arte”, afirma.

“Ao completar 45 anos de presença em Minas Gerais, a Fiat, agora integrada à Stellantis, o quarto maior grupo automotivo do mundo, apoia a Casa Fiat de Cultura neste presente especial oferecido aos brasileiros: o cuidadoso restauro de obras do mestre Aleijadinho. A Fiat e a Stellantis orgulham-se de participar deste momento. Além de preservar a riqueza de obras de grande importância, a Casa Fiat de Cultura ajuda a preservar, para as futuras gerações, a expressão mineira de um movimento artístico europeu como o Barroco”, salienta o presidente da Stellantis para a América Latina, Antonio Filosa.

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“Aleijadinho, arte revelada: o legado de um restauro na Casa Fiat de Cultura” é uma realização da Casa Fiat de Cultura, com apoio do Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio da Fiat, do Banco Safra e da Gerdau, copatrocínio da Expresso Nepomuceno, da Sada, do Banco Fidis e do Mart Minas. A mostra tem apoio institucional do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), do Governo de Minas e do Governo Federal, além do apoio cultural do Programa Amigos da Casa, da Brose do Brasil e da Brembo.

O mestre Aleijadinho e sua contribuição para Minas e o Brasil

Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, era um homem pardo, filho de mulher negra e escravizada, que nasceu na primeira metade do século 18. Suas dificuldades físicas não o impediram de trabalhar até cerca de dois anos antes de sua morte, tampouco afetaram a delicadeza de suas obras, repletas de características muito específicas, como os desenhos dos cabelos cacheados, dos olhos, geralmente amendoados, das sobrancelhas arqueadas, e dos narizes com delineamento longo e estreito. O artista – que foi entalhador, escultor e arquiteto – aprendeu seu ofício na prática, sem estudos, mas seu talento e sua representatividade na arte brasileira o tornaram reconhecido mundialmente.

Um dos mais importantes nomes do barroco e do rococó, Aleijadinho teve o período de maior desenvolvimento de sua arte entre os séculos 18 e 19. Um grande destaque em sua trajetória é o conjunto em Congonhas, obra complexa, que envolve narrativa, arquitetura e paisagem e, hoje, é registrada como Patrimônio Cultural Mundial pela Unesco. Além do conjunto, o mestre deixou como legado importantes obras, que fazem parte não somente da história de Minas Gerais, mas também de várias cidades pelo país. Por mais que, à época, Aleijadinho pudesse não imaginar que seu ofício se reverberaria como arte, as obras sacras e seu rico trabalho arquitetônico se tornaram referência no que se conhece como um dos primeiros processos artísticos genuinamente brasileiro.

As obras de Aleijadinho a serem restauradas

O legado de Aleijadinho será rememorado pela Casa Fiat de Cultura por meio do processo de restauro das obras de Sant’Ana Mestra, pertencente à Capela de Sant’Ana, da comunidade de Chapada de Ouro Preto/MG; de São Joaquim, da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Raposos/MG; e de São Manuel, do acervo da Paróquia de Nossa Senhora do Bonsucesso, em Caeté/MG. A iniciativa acontece 60 anos depois que Jair Afonso Inácio, conservador-restaurador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), após restaurar a imagem de Sant’Ana Mestra, teve a oportunidade de observar as características definidoras do estilo que culminaram com a atribuição da peça a Aleijadinho.

A iconografia de Sant’Ana Mestra representa uma cena em que a santa, já idosa, sentada em uma cadeira vermelha, ensina sua filha Maria, de pé ao seu lado direito, as primeiras letras em um livro aberto sobre seu colo. Mãe de Maria e avó de Jesus, Sant’Ana é considerada a protetora dos lares e da família, bem como dos mineradores. Em Minas Gerais, diversas igrejas e capelas são dedicadas à santa, que também tem sua imagem replicada em oratórios em muitos lares brasileiros – devoção que começa no período colonial e segue até hoje. A imagem de Sant’Ana Mestra representa o modelo maternal e, por extensão, os valores da educação, da formação, especialmente moral e religiosa. Foi produzida na maturidade de Aleijadinho, na virada do séc. 18 para o séc. 19, sendo possivelmente contemporânea às imagens de Congonhas. A representação de uma cena estática, mas que traduz grande movimentação, por meio dos direcionamentos das dobras das vestes, das linhas de força que se entrecruzam e que levam o espectador, a cada momento, a dirigir seu foco para uma posição distinta da imagem são características bastante representativas do estilo barroco. Entretanto, a presença da rocalha na cadeira, a elegância de seu espaldar com áreas vazadas, e até mesmo o alongamento na representação de Sant’Ana indicam um trabalho já ao gosto do rococó.

Em Minas Gerais, o imenso culto a Sant’Ana fez com que a devoção a São Joaquim – avô do Menino Jesus – fosse, da mesma forma, largamente disseminada entre a população católica. Nessa imagem da fase madura de Aleijadinho, entre os séculos 18 e 19, São Joaquim é representado com idade avançada, barba e cabelos de coloração acinzentada, tendo como atributo o cajado. A diagonalização de suas linhas composicionais, o olhar e um dos pés dirigidos para um dos lados; a mão aberta em direção oposta a eles; a posição do cajado em relação às linhas do seu manto são todas características barrocas, mas já com alongamento e elegância do rococó.

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Já a imagem de São Manuel é misteriosa: trata-se de um santo oriental, vindo da Pérsia, que surge somente em textos apócrifos, mas conquista fiéis em Portugal e alcança a religiosidade em Minas Gerais. Na representação de Aleijadinho, o santo tem o corpo perfurado por cravos, que atravessam seus ouvidos e as laterais do peito, e apresenta, no pescoço, a marca de sua decapitação. Em pé e com as mãos postas, leva na cintura um pano belamente drapeado, e à cabeça um resplendor de prata. Toda a composição é bastante vertical, uma referência ao rococó.

O passo a passo do restauro

A restauração das três obras de Aleijadinho será feita pelo Grupo Oficina de Restauro, com o acompanhamento técnico do IPHAN. A dinâmica a ser desenvolvida na Casa Fiat de Cultura permitirá a aproximação entre os visitantes e os restauradores, que poderão acompanhar todo o passo a passo e conhecer os bastidores de um restauro, seja por meio de visitas presenciais agendadas, seja através das vitrines da Casa Fiat de Cultura ou, ainda, pela programação virtual, que inclui a websérie “Aleijadinho, arte revelada: o legado de um restauro na Casa Fiat de Cultura”.

Antes da restauração começar, um trabalho de pesquisa e análise das obras foi feito com o objetivo de coletar o maior número de informações sobre sua iconografia, os estudos estilístico-formais, o contexto histórico em que foram produzidas e o estado de conservação. Foram realizadas, também, fotos científicas usando fluorescência de ultravioleta, que permite analisar a camada pictórica e o estado de conservação dos vernizes superficiais, e infravermelho, para identificar possíveis riscos e desenhos que não são vistos a olho nu. Com este tipo de fotografia, foi possível verificar, por exemplo, se houve repintura, além de diferenciar tons e cores originais daqueles aplicados por intervenções anteriores. Para identificação de todas as uniões entre os blocos de madeira e os cravos usados na confecção de cada peça do conjunto escultórico, as obras passaram, ainda, por uma leitura oferecida pelo raio X.

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De acordo com a restauradora e coordenadora do projeto de restauro, Rosangela Reis Costa, as obras apresentam um estado de conservação regular em diferentes estágios, com danos naturais causados pela ação do tempo: início de ataque de cupim e fissuras possivelmente provenientes da movimentação da madeira, especialmente em partes que se supõe tratar das junções entre os blocos utilizados em sua confecção. Em se tratando da pintura, a imagem de Sant’Ana tem muitas falhas, São Manuel apresenta manchas e craquelês em quase todas as áreas; já em São Joaquim, quase não é possível encontrar resquícios da pintura original. “O processo de restauração é importante para impedir que sejam gerados danos permanentes e irreparáveis”, pontua.

Todas as imagens passarão pelo mesmo processo de intervenção, o que inclui, dentre outras etapas, higienização da obra, contenção de fissuras, complementação de partes faltantes com massa, reintegração de lacunas e manchas, complementação de partes faltantes com massa e, por fim, a aplicação de verniz, que protege a superfície e permite o ajuste do brilho da peça.

Além disso, as peças serão colocadas em uma bolsa sem a presença de oxigênio – tratamento totalmente atóxico, que usa tecnologia de ponta, que garante a total desinfestação de cupins em madeira –, e imunizadas por uma barreira química para evitar novos ataques. “A intervenção que faremos será o mais sutil possível e apta de ser retratável, de modo a não impedir futuras restaurações. Afinal, estamos atuando com o resgate da cultura, das memórias e, principalmente, com a preservação da história de um grande mestre”, reforça a restauradora Rosangela.

Um projeto em três atos

“Aleijadinho, arte revelada: o legado de um restauro na Casa Fiat de Cultura” acontecerá em três momentos, deixando como legado as obras de Aleijadinho restauradas e reintegradas ao patrimônio.

primeiro momentoa partir do dia 3 novembro, se dá com a abertura do ateliê-vitrine de restauro ao vivo. Com o intuito de sensibilizar as pessoas quanto à relevância da preservação do patrimônio e do criterioso trabalho de conservação de uma obra de arte, o ateliê será montado no hall principal da Casa Fiat de Cultura e ficará aberto à visitação do público por meio de agendamentos, com entrada gratuita. O segundo momentoa partir de 2 de dezembro, inaugura a mostra que revela as obras de São Joaquim e São Manuel já restauradas, enquanto Sant’Ana continua em processo de restauro, ao vivo, para apreciação do público. O terceiro momentoem 2022, será o lançamento do e-book sobre a exposição, com todo o histórico e o registro do processo de restauro, culminando com a entrega das obras às suas comunidades.

Para o curador da exposição, o historiador Liszt Vianna Neto, graças ao restauro promovido pela Casa Fiat de Cultura, será possível revisitar a obra de Aleijadinho e revelá-la ao público, para que os contemporâneos possam reconstruir a memória do mestre. “Através destas obras, contaremos a história de Antônio Francisco Lisboa e desses santos católicos, da religiosidade popular que as envolve, das igrejas e capelas que as abrigam, das comunidades a elas devotas e que, ainda hoje, permanecem como suas fiéis guardiãs. Acompanharemos, passo a passo, o reconstruir, por meio da compreensão histórica, e o revelar, através do restauro, de maneira que as futuras gerações possam conhecer e zelar pela arte e a cultura em Minas Gerais”, ressalta o curador.

No momento de planejar a expografia da mostra, o arquiteto Paulo Waisberg conta que criou uma espacialidade para adequar ao tema, e fez interferências sutis na roupagem tradicional do hall da Casa Fiat de Cultura. Cada um dos espaços que abrigará as três obras ficará envolto por uma cortina de voil em forma circular, remetendo ao barroco. Ao mesmo tempo em que a cortina preserva a especificidade do trabalho de restauro, ela revela as obras para que o público possa apreciá-las. No centro dos círculos, o chão é dourado, uma forma de dar destaque às obras, mas, também, uma referência ao douramento comumente realizado nas peças barrocas. “As obras são muito delicadas, assim como as cortinas, que se transformam em um pretexto para contar a história do barroco e da restauração”, explica Waisberg.

Programa Educativo

Durante todo o processo de restauro das obras de Aleijadinho, o público poderá agendar visitas que serão mediadas pela equipe do Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura, formada por historiadoras e artistas visuais. As visitas serão realizadas de quarta a sexta-feira, das 14h às 15h e das 17h às 18h, e aos sábados (6/11 e 27/11), das 10h30 às 11h30.

As visitas serão abordadas em três eixos:

  • Eixo biográfico: aspectos da vida do artista, de sua obra, oficina e método de trabalho, além da construção do mito Aleijadinho, dentro do projeto identitário nacional proposto pelos modernistas na década de 1930.
  • Eixo temático: detalhes sobre o Ciclo do Ouro, o Barroco e a formação das identidades de Minas Gerais; o Modernismo, a mitologia fundacional e a ressignificação da figura de Aleijadinho; o patrimônio, a conservação e a restauração, com reflexões sobre a importância da conservação de nosso patrimônio artístico e cultural, bem como fomento ao acesso das gerações futuras a esses acervos.
  • Eixo técnico/estético: aspectos relativos às obras de Aleijadinho (técnica, estilo, materiais etc.) e ao restauro das obras presentes na Casa Fiat de Cultura (metodologias, diagnósticos, processos e intervenções).

Programação paralela

Em novembro, no mês da Consciência Negra, o Encontros com o Patrimônio apresentará breve panorama sobre a profusão de artistas negros atuantes no Brasil colonial, com foco na vida e na obra de Aleijadinho. Também serão abordadas reflexões sobre a visão dos modernistas paulistas, que o elegeram como o maior representante de uma arte genuinamente brasileira, em um momento em que artistas e intelectuais buscavam forjar uma identidade nacional para o país. O convidado para o bate-papo é Claudinei Roberto da Silva, artista visual e curador do Museu Afro Brasil e do Sesc São Paulo, com trabalhos realizados também no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e no Museu Oscar Niemeyer (MON). O evento será realizado em transmissão ao vivo no dia 21 de novembro, das 11h às 12h30. Inscrições gratuitas pela Sympla.

Patrimônio

O compromisso da Casa Fiat de Cultura com a perpetuação da memória e da cultura nacional e, sobretudo, mineira, acontece desde sua criação. Nos anos de 2013 e 2014, a instituição realizou a completa revitalização e o restauro do histórico edifício do Palácio dos Despachos, tombado pelo patrimônio estadual e municipal, para abrigar sua nova sede na Praça da Liberdade. O local, antiga sede administrativa do Governo de Minas, foi totalmente adequado às diretrizes museológicas de climatização, iluminação, segurança, incêndio e acessibilidade, para receber exposições e acervos dentro de padrões internacionais.

O centro cultural também realizou, em 2013, o processo de restauração do maior quadro de Candido Portinari em Minas, “Civilização Mineira” (1959). Após o restauro, o painel fica exposto para apreciação permanente do público em seu hall principal, contribuindo, desta forma, para a salvaguarda desta obra de grande valor para a história e a cultura mineira.

A sede da Casa Fiat de Cultura também abriga a Capela de Santana, onde são realizados concertos de música e missas para a comunidade. Tombada pelo patrimônio estadual, a Capela está passando por um processo de manutenção, dentro dos parâmetros de conservação.

Reabertura de cara nova

A Casa Fiat de Cultura retorna gradualmente às atividades presenciais e celebra o reencontro com o público com nova identidade visual. O rebranding marca um momento de transformações: o centro cultural retorna às atividades presenciais com uma marca moderna, contemporânea, inclusiva, e que reflete, com mais precisão, os valores que deseja transmitir ao público.

Depois de 15 anos de atuação, percebeu-se a necessidade de mudar e de se adequar a um novo tempo, e em constante evolução. O principal desafio era manter a força da Casa Fiat de Cultura, já consolidada no mundo das artes como instituição plural e uma referência na realização de grandes exposições, e, ao mesmo tempo, construir uma linguagem pop e mais contemporânea.

Com uma marca mais jovem, de essência ítalo-brasileira, a Casa Fiat de Cultura continua promovendo conexões emocionais e diferenciação, por meio de programação personalizada, com grande foco no universo das artes visuais. Mas, agora, com linguagem ainda mais acessível e em novos formatos, garantindo a amplitude das ações e mais impacto para o público.

Casa Fiat de Cultura em 15 anos

2006 – Nos 30 anos de Fiat no Brasil, é criado o primeiro espaço cultural de uma empresa de automóveis no Brasil, a Casa Fiat de Cultura. Um presente aos brasileiros. A primeira exposição foi “Arte italiana do Masp na Casa Fiat de Cultura”, que levou 40 mil visitantes ao Belvedere, antiga sede do espaço cultural.

2007 – A exposição “Speed – A arte da velocidade na Casa Fiat de Cultura” marca as comemorações no Brasil do centenário do Manifesto Futurista. Foi exibido o mais representativo acervo de arte italiana deste período, reunindo fotografias históricas, obras de arte, filmes, moda, objetos de design até a Ferrari de Schumacher.

2008 – Casa Fiat de Cultura realiza a maior retrospectiva do artista Amilcar de Castro no Brasil, ocupando, além de suas galerias, as praças da Liberdade e a Praça JK, com a exibição de obras monumentais.

2009 – No ano da França no Brasil, a Casa Fiat realiza duas grandes mostras internacionais: Marc Chagall e Rodin. Pela primeira vez, a monumental escultura Les trois ombres (As três sombras), de Rodin, foi retirada do jardim do Musée Rodin, na França, onde está instalada. As obras L’Éternel printemps (A eterna primavera) e a escultura Les bénédictions (As bênçãos), algumas de suas mais bonitas peças em mármore, também nunca haviam saído do museu francês.

2010 – A Casa Fiat de Cultura realiza a exposição “Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas”, em parceria com o Instituto Tomie Ohtake (São Paulo) e a Fundação Iberê Camargo (Porto Alegre). A mostra buscou traçar relações entre a arte oriental e o artista fluminense, radicado em terras mineiras nas duas últimas décadas de vida.

2011 – É realizado, no Palazzo Pamphili, o primeiro Festival Itália-Brasil, numa parceria da Casa Fiat de Cultura com a Embaixada do Brasil em Roma. Nomes como Vik Muniz, Irmãos Campana, Ernesto Neto, Grupo Galpão, Elisa Freixo e Toquinho participaram do Festival.

2012 – Pela primeira vez, o Brasil recebe uma exposição de Caravaggio. Destaque para Medusa Murtola, que saiu pela primeira vez da Itália e causou comoção em todo o país. A exposição integrou a programação do Momento Itália-Brasil.

2013 – Casa Fiat de Cultura inicia o restauro de sua nova sede, no antigo prédio do Palácio dos Despachos – edifício tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) –, constituindo-se como um dos principais pilares do Circuito Liberdade.

2014 – Em junho, mês da abertura da Copa do Mundo no Brasil, a Casa Fiat de Cultura inaugura sua nova sede no Circuito Cultural da Praça da Liberdade.

2015 – A Casa Fiat de Cultura resgata uma tradição e lança a primeira edição do seu Presépio Colaborativo, todo criado com materiais reutilizáveis, e feito de forma colaborativa, com o público.

2016 – É criada a Picolla Galleria, novo espaço expositivo, com o objetivo de apoiar e promover novos artistas. A cada ano, abre-se processo de seleção para escolha dos projetos.

2017 – Lançamento das peças multissensoriais do painel de Portinari, que fica em exposição permanente na Casa Fiat de Cultura. Novos recursos de acessibilidade e mediação para pessoas com deficiência visual ampliam o acesso à obra.

2018 – Obras de mestres do Renascimento Italiano, como Tiziano, Perugino e Guido Reni, que retrataram São Francisco de Assis são apresentadas pela Casa Fiat de Cultura em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. A exposição é destacada entre as 100 mostras mais visitadas no mundo, na categoria Old Masters, segundo a revista inglesa The Art Newspaper.

2019 – Inédita, a mostra “Beleza em Movimento – Ícones do Design Italiano” reúne várias linguagens e impressionante acervo, composto por mais de cem peças, entre obras de arte, automóveis históricos, objetos, miniaturas e instalações multimídia. Pela primeira vez, uma exposição da Casa Fiat de Cultura ocupa todas as galerias do espaço.

2020 – Em um ano de pandemia e fechamento dos espaços culturais em todo o mundo, a Casa Fiat de Cultura reestrutura toda sua programação para o espaço digital, promovendo o acesso de milhares de pessoas em todo o Brasil.

2021 – Nos 45 anos da Fiat no Brasil e 15 anos da Casa Fiat de Cultura, um novo presente é dado aos brasileiros: o cuidadoso restauro de obras de Aleijadinho (1738-1814).

15 anos da Casa Fiat de Cultura em números

3,2 milhões de visitantes

580 mil jovens, crianças e professores atendidos pelo Programa Educativo

66 exposições de acervos internacionais e nacionais

Mais de 2 mil obras de arte

Mais de 100 instituições parceiras em todo o mundo

13 itinerâncias realizadas, promovendo a circulação dos acervos e o acesso às exposições em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e Buenos Aires

11 prêmios de Comunicação e Desenvolvimento Cultural

24 novos artistas contemplados na seleção da Piccola Galleria

6 presépios colaborativos com a participação do público (2015 a 2020)

Mais de 200 empregos diretos e indiretos a cada exposição

Casa Fiat de Cultura

A Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural brasileiro, ao realizar prestigiadas exposições. A programação estimula a reflexão e interação do público com várias linguagens e movimentos artísticos, desde a arte clássica até a arte digital e contemporânea. Por meio do Programa Educativo, a instituição articula ações para ampliar a acessibilidade às exposições, desenvolvendo réplicas de obras de arte em 3D, materiais em braille e atendimento em libras. Mais de 60 mostras, de consagrados artistas brasileiros e internacionais, já foram expostas na Casa Fiat de Cultura, entre os quais Caravaggio, Rodin, Chagall, Tarsila, Portinari entre outros. Há 15 anos, o espaço apresenta uma programação diversificada, com música, palestras, residência artística, além do Ateliê Aberto – espaço de experimentação artística – e de programas de visitas com abordagem voltada para a valorização do patrimônio cultural e artístico. A Casa Fiat de Cultura é situada no histórico edifício do Palácio dos Despachos e apresenta, em caráter permanente, o painel de Portinari, Civilização Mineira, de 1959. O espaço integra um dos mais expressivos corredores culturais do país, o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Mais de 3,2 milhões de pessoas já visitaram suas exposições e 580 mil participaram de suas atividades educativas.

Protocolos de reabertura da Casa Fiat de Cultura

● Todos terão sua temperatura aferida antes de entrar na Casa Fiat de Cultura. A entrada será permitida somente se a temperatura estiver abaixo de 37,5 ºC.

● O público deve usar máscara cobrindo a boca e o nariz durante toda a visita. Recomenda-se o uso de máscara cirúrgica ou N95.

● Todos deverão preencher o questionário de Covid-19. Caso a resposta seja positiva para qualquer uma das perguntas, a entrada não será permitida.

● Os visitantes serão orientados quanto à higienização das mãos, usando água e sabão ou álcool em gel.

● A utilização de bebedouros está suspensa por medida de segurança sanitária.

● A limpeza de todos os ambientes está sendo feita com maior frequência.

SERVIÇO

“Aleijadinho, arte revelada: o legado de um restauro na Casa Fiat de Cultura”
Ateliê-vitrine de restauro ao vivo: 3 a 30 de novembro de 2021
Período expositivo de obras restauradas: 2 de dezembro de 2021 a 2 de janeiro de 2022

Visitas presenciais mediadas em novembro
De quarta a sexta-feira, das 14h às 15h e das 17h às 18h
Sábados (6/11 e 27/11), das 10h30 às 11h30
Inscrições gratuitas pela Sympla

Websérie “Aleijadinho, arte revelada: o legado de um restauro na Casa Fiat de Cultura”
Os processos do restauro vivo serão contados em oito vídeos, divididos em três atos: passado, presente e futuro.
Novos episódios nos dias: 8, 15, 22 e 29 de novembro; e 6, 13, 20 e 27 de dezembro, nas redes sociais da Casa Fiat de Cultura

Casa Fiat de Cultura
Circuito Liberdade
Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG

Informações
(31) 3289-8900
www.casafiatdecultura.com.br
[email protected]
facebook.com.br/casafiatdecultura
Instagram: @casafiatdecultura
Twitter: @casafiat
YouTube: Casa Fiat de Cultura
http://www.circuitoliberdade.mg.gov.br/

Por Redacao

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