A programação de games e softwares é um mercado que precisa de trabalhadores

Fonte: Unsplash

A crítica às novas tecnologias retirarem empregos tem discussões enormes, com pessoas que defendem que é verdadeira a afirmação e outros que não. O fato é que se antigos trabalhos e funções não exigem mais tantos profissionais, outras áreas foram criadas e precisam demais de trabalhadores competentes. A programação em geral, mas especialmente de games e softwares, é uma dessas áreas.

O crescimento na área de programação é constante e com o surgimento de startups e cada vez mais ideias que tem a tecnologia como base e protagonista, estes profissionais são disputados e são bem-pagos.

Como ser um programador de software e games?

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A programação de games em específico parece ser um sonho ainda mais porque já estamos na terceira ou quarta geração de jogadores de videogames e todo tipo de game digital. E engana-se quem pensa que esse é um mundo restrito.

Nos últimos anos diversos fenômenos nos levaram aos games e à diversidade desse mercado. A ida para o mundo digital dos jogos de cassino, desde os mais famosos como slots e roleta, até outros que foram sendo criados, gerou uma indústria aquecida com diversas empresas atuando como desenvolvedoras dos melhores jogos de cassinos online.

Empresas como a NetEnt (Net Entertainment), Playtech, Microgaming e muitas outras tem orçamentos milionários para desenvolver jogos a todo momento. Essas empresas não só conseguem criar jogos incríveis para computador ou celular, mas ainda se aliar a outras indústrias para criar produtos licenciados e gerar ainda maior interesse.

As empresas também começaram a investir em games, seja para o treinamento de seus funcionários, para melhor uso de suas plataformas e até na relação com seus clientes. O conceito chamado de gamification usa a ideia de missões, recompensas automáticas e uma experiência leve para passar sua mensagem da melhor forma possível. Um programador nesse caso é um ativo fundamental para o projeto.

Já um programador de software consegue encontrar oportunidades de forma ainda mais fácil. A criação de softwares, manutenção e atualização é uma indústria bilionária também no Brasil, onde empresas são compradas a todo momento por gigantes da tecnologia ou do varejo.

A explosão das techs gerou as fintechs (do sistema financeiro), edtechs (setor educacional), healthtechs (setor hospitalar/medicina) e muitas outras áreas, todas dependentes de softwares que tragam facilidades para os usuários, sejam estáveis, bem desenhados e testados.

Toda essa demanda ainda gera gargalos e dúvidas na oferta. Não há regras como em outras profissões (por exemplo a medicina), então as necessidades de um projeto ou de uma empresa podem permitir que programadores novos e inexperientes tenham sua chance, enquanto outras exigem experiência. Os cursos também variam bastante, com alguns requisitando uma graduação enquanto outros focam mais no portfólio de trabalhos e o domínio das ferramentas.

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O ideal é que um profissional que queira entrar na área ou um jovem estudante que tenha interesse no setor, consiga definir exatamente o que quer fazer: se é trabalhar em uma indústria específica, se é focar no desenvolvimento de ferramentas ou na solução de problemas, se será preciso investir no conhecimento de um idioma diferente e algumas outras opções.

Conversar com pessoas do ramo, seguir influenciadores da área, participar de fóruns online e seguir as vagas que são publicadas em redes como o LinkedIn são de imensa ajuda nesse período de dúvidas.

Justamente por causa desse cenário de incertezas e pelas oportunidades promissoras, é interessante notar como a comunidade é unida, inclusive organizando eventos abertos – os chamados bootcamps ou hackatons – e até palestras e cursos sobre determinadas tecnologias ou novos equipamentos.

Como não há a obrigação de um curso específico e vale muito a curiosidade e o portfolio criado, além da capacidade de ser flexível e continuar aprendendo, há profissionais de diversas áreas que estão dando uma chance para a programação. Mesmo que não se tornem programadores espetaculares, ter boas ideias e conseguir fazer o básico permite construir pontes e conseguir oportunidades de emprego. Desde engenheiros, matemáticos a pessoas com formação em humanas, a programação é aberta para todos, inclusive usando plataformas e softwares como Udemy e Coursera.

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